|
|
RIO PARNAÍBA
MORAIS
BRITO - A MARCA REGISTRADA DO DELTA DO PARNAÍBA
No
leito do Parnaíba corre, a cada ano, 20 bilhões de metros cúbicos de água
e a precipitação pluviométrica frenquentemente atinge 1.500mm/ano. Na
bacia existem
rios - o principal dos quais, o Parnaíba - lagos, açudes e poços, que
constituem fontes abundandes de água de qualidade para irrigação. O
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS e os
empreendimentos privados, têm assegurado o melhor aproveitamento dos
recursos hídricos para a agricultura da região. O quadro das
potencialidades da Bacia do Rio Parnaíba, apresenta a seguir as
disponibilidades e possibilidades da região.
|
BACIAS
|
ÁGUAS
SUPERFICIAIS
|
ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
|
|
POTENCIAL
IRRIGÁVEL (ha)
|
ÁREA IRRIGADA
ATUAL (ha)
|
POTENCIAL
IRRIGÁVEL (ha)
|
ÁREA IRRIGADA
ATUAL (ha)
|
|
Litorâneas
|
25.900,00
|
1.125,45
|
-
|
0,00
|
|
Baixo Parnaíba
|
159.800,00
|
862,00
|
6.000,00
|
56,00
|
|
Longa
|
298.800,00
|
3.365,22
|
10.000,00
|
528,80
|
|
Poti
|
92.900,00
|
172,80
|
15.000,00
|
879,22
|
|
Médio Parnaíba
|
11.200,00
|
57,60
|
7.000,00
|
329,42
|
|
Canindé
|
220.950,00
|
404,60
|
50.000,00
|
1.438,52
|
|
Gurguéia
|
49.000,00
|
0,00
|
60.000,00
|
2.265,37
|
|
Alto Parnaíba
|
-
|
244,00
|
-
|
-
|
|
TOTAL
|
832.650,00
|
6.231,67
|
148.000,00
|
5.497,33
|
|
FONTE: Secretaria
de Agricultura, Abastecimento e Irrigação/Governo do Estado do
Piauí
|
Neste cenário, as
oportunidades se fortalecem pela existência de projetos públicos de
irrigação em condições de serem operados pela iniciativa privada.
Existem cinco projetos em execução, com infra-estrutura instalada, com
disponibilidade de terras irrigáveis para arrendamento por pequenas, médias
e grandes empresas. Do mesmo modo, os lençóis freáticos existentes no
Estado do Maranhão constituem potencial para alavancar empreendimentos na
região.
Além da aptidão de suas
terras, o Vale do Parnaíba possui mais de 3.000 Km de rios perenes,
centenas de lagoas não utilizadas ou subutilizadas, e ainda, a metada da
água de subsolo do Nordeste, avaliadas em 10 bilhões de m3/ano. A região
possui dezenas de lagoas entre as quais ressalta-se a Lagoa do Buriti com
potencial irrigável em torno de 3.000 ha.
A costa litorânea
representa área propícia para a pesca devido à presença do Delta do
Parnaíba e de mais quatro rios que desembocam no litoral, lançando
grande quantidade de matéria orgânica no mar, criando condições favoráveis
ao desenvolvimento de diversas espécies de peixes e crustáceos. Merece
registro a exploração pesqueira no litoral e também no lago da barragem
de Boa Esperança. O potencial para pesca é comprovado pela grande
variedade e quantidade de espécie: entre outros, pargo, pescada, cavala,
tubarão, tainha, arraia, garoupa, lagosta, caranguejo e camarão. São
espécies com grande aceitação no mercado, havendo amplo espaço para
unidades empresariais organizadas.
A agricultura assume um
importante papel no desenvolvimento sócio-econômico da Bacia, por ser
uma vasta fonte geradora de empregos e responsável pelo abastecimento dos
principais produtos agropecuários e de matérias-primas para o setor
industrial e pelas exportações de produtos naturais e industrializados.
Como fonte geradora de empregos, ela se respalda numa oferta de 11,7 milhões
de hectares de terra apta para a lavoura, dos quais 1,5 milhões irrigáveis
e 10,2 milhões indicados para a silvicultura ou pastagens naturais.
Ressalta-se a importância da exploração de arroz, principalmente no
Delta do Parnaíba e em Buriti do Lopes, com uma produtividade média de
5.000 Kg/ha, sem uso de fertilizantes. Acrescentem-se aí as culturas de
feijão, algodão herbáceo, milho, mandioca e cana de açúcar. As áreas
de cerrado têm-se mostrado - pela sua topografia condições de
solo/clima e em virtude de outros fatores (área de influência da
ferrovia de Carajás) - favoráveis ao desenvolvimento da agricultura,
principalmente da soja.
Entre as atividades extrativas vegetais estão a cera de carnaúba e coco
babaçu, cuja produção e distribuição variam em função dos ambientes
ecológicos. Na pecuária, a bovinocultura, a caprinocultura e a
avicultura são as atividades principais.
Alguns segmentos do Vale acham-se colocados estrategicamente em relação
a outros Estados nordestinos, podendo disputar vantajosamente os mercados
consumidores de carnes. O rebanho bovino de leite, o maior da região
apresenta-se com boa produtividade e com bom padrão racial.
A agricultura intensiva sob
irrigação apresenta considerável potencial de expansão. Entre as
culturas que se revelam particularmente beneficiadas pelos fatores
naturais, destacam-se, no Vale, a produção de melão, cajú, manga,
acerola, melão, uva, banana e maracujá.
A produção de melão da região alcançou a mais alta produtividade do
país colhendo 50 toneladas da fruta por hectares. Um total de 80% da
produção é exportado para outras regiões do Brasil e para o exterior,
em especial para os Estados Unidos.
Vários projetos para produção de uva, coco, acerola, banana e melancia
estão em fase de frutificação ou implantação.
Entre os principais empreendimentos que vêm obtendo sucesso destacam-se
os seguintes:
CANÃA Frutas Ltda.
FRUTAN - Frutas do Nordeste do Brasil
MANGA - Frutos Tropicais
|
fator de
competitividade
|
Nordeste(BR)
|
Califórnia
(USA)
|
|
Insolação
(horas de sol por ano)
|
3000
|
2200
|
|
Mão de obra
(R$/ha)
|
0,75
|
5 a 10
|
|
Preço da terra
para irrigação (R$/ha) / Preço da terra nua R$ 40,00
|
200
|
37.500
|
|
Custo do hectare
irrigado (R$/ha)
|
7.000 a 10.000
|
50.000
|
|
Produtividade da
terra
|
2,5
|
1 a 1,5
|
|
Fonte: Associação
Brasileira de Irrigação e Drenagem, Revista ITEM - Edição
especial 20 anos - s/d p.18
|
Há no território, grande
quantidade de minerais nobres que apresentam vantagens comparativas
locacionais como amianto, argila de sucona branca, argila de gueuna
vermelha, atapulgita, barita, calcário, fosfato, gipsita, granito
ornamental, mármore, opala e vermiculita. A maioria das jazidas oferece
boas condições para exploração. Existem ainda jazidas de calcário
para suprir as necessidades de correção dos solos.
Os investimentos em mineração poderão ser realizados diretamente na
associação com pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos de
exploração.
A agroindústria
constitui-se em atividade de importância econômica e social,
principalmente pela disponibilidade de mão-de-obra abundante, o que
facilita a formação de empreendimentos industriais. Algumas unidades
industriais e agroindustriais em operação utilizam tecnologia evoluída:
COMVAP (açúcar e álcool), Antarctica (refrigerante e cerveja), Usina
Itapajé (papel e celulose), Vegetex, indústria química de óleos
vegetais finos, derivados do jaborandi, para fins farmacêuticos (extração
de caleocarpina).
Matérias primas agrícolas são processadas pela agroindústria de
alimentos, de açúcar e álcool, madeireira de mobiliário, têxtil,
mandioca e derivados, suco, polpa ou doce de frutas. No ramo de couros e
peles há disponibilidade de matérias-primas devido ao bom desempenho da
pecuária bovina, caprina e ovina. Destacam-se entre os curtumes o
COBRASIL, com faturamento anual superior a dez milhões de dólares.
Levando-se em consideração as vocações de solo, clima, localização
do mercado produtor e infra-estrutura disponível, ressaltam-se os
seguints empreendimentos possíveis:
-
Agroindústria de
castanha de caju
-
Apicultura
comercial, especialmente na região de Picos
-
Agroindústria de
peles
-
Agroindústria de
doces
-
Agroindústria de
cajuína
-
Beneficiamento de
arroz
-
Beneficiamento de
milho
-
Esmagadora e refino
de soja
Os principais atrativos turísticos
são: o turismo ecológico do Delta do Parnaíba; a cachoeira do Urubu, em
Esperantina; a Lagoa do Portinho, o Porto das Barcas e a praia da Pedra do
Sal, em Parnaíba; as praias de Atalaia e Coqueiro, em Luiz Correia. O
Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato; e o Parque
Nacional de Sete Cidades, em Piracuruca. Em todo o mundo, só existem dois
deltas comparáveis ao rio Parnaíba, com extensão e beleza natural - o
Nilo e o Mekong, localizados no Egito e no sudeste asiático
respectivamente.
Ademais, há na margem esquerda do Vale, o Parque Nacional dos Lencóis
Maranhense, extensa área de dunas litorâneas no Maranhão, constituindo
ponto de atração turística. Há condições para serviços receptivos,
inclusive expansão da rede hoteleira, bem como oferta de pacotes, com tráfego
normal de aeronaves e linhas de ônibus já estruturados.
A Bacia dispõe de adequada
infra-estrutura básica: estradas, energia, comunicações e rede bancária.
Em termos de infraestrutura tecnológica, a EMBRAPA - Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária atua no Vale através do CPAMN Centro de
Pesquisa Agropecuária do Meio Norte e do CNPAI - Centro Nacional de
Pesquisa em Agricultura Irrigada. As EMATER empresa estaduais de assistência
técnica e extensão rural vêm participando de diversas ações de
pesquisa na região.
Os meios de comunicação, como telefonia, telex e fax, serviços de rádio
e televisão são adequados e atendem às necessidades. A rede de energia
elétrica, urbana e rural, tem satisfatório desempenho. O Estado do Piauí
dispõe de 21 unidades armazenadoras, com capacidade estática total de
52.191 t. possuindo, atualmente, capacidade para estocagem de 35.400 t.
O porto de Itaquí, em São Luís-MA, possui grande calado, possibilitando
exportações para qualquer parte do mundo; no Piauí, está o porto de Luís
Correia. Existem três grandes aeroportos e uma linha férrea ligando
Fortaleza-Teresina-São Luís.
LINHAS DE CRÉDITO E
FINANCIAMENTO
Existem incentivos
financeiros, fiscais e organizacionais para implantação de
empreendimentos do ramo industrial e agroindustrial.
O Governo Federal, através do Fundo Constitucinal do Nordeste, apoia
diversos programas na região. As principais fontes de financiamento são:
-
INCENTIVOS
-
FINOR - Fundo de
Investimentos do Nordeste
-
LINHAS DE CRÉDITO
-
AGRIN - Programa de
Apoio ao Desenvolvimento da Agroindustria do Nordeste
-
PROIR - Programa de
Apoio à Agricultura Irrigada
-
PROPEC - Programa de
Apoio ao Desenvolvimento da Pecuária Regional
-
PROAGRI - Programa
de Modernização da Agricultura não Irrigada
-
DITEC - Programa de
Difusão Teacnológica Rural
-
PRODESA - Programa
de Apoio Creditíco à Reorientação da Pequena e Média Unidade
Produtiva Rural do Semi-Árido Nordestino
-
PRODIR - Programa de
Distritos Privados de Irrigação
-
PROINTEC - Programa
de Apoio às Inovações Tecnologicas
-
PROGER - Programa de
Fomento a Geração de Emprego e Renda do Nordeste do Brasil
-
CRÉDITO RURA
-
Crédito a
Cooperativa
-
Caderneta de Poupança
Rural
-
PROAGRO - Programa
de Garantia da Atividade Agropecuária
-
PROINAP - Programa
de Investimentos Agropecuários
-
PAPP - Programa de
Apoio ao Pequeno Produtor Rural
-
PNDR - Programa
Nacional de Desenvolvimento Rural
-
PROFIR - Programa de
Financiamento para Aquisição de Equipamentos
-
PROVÁRZEAS -
Programa Nacinal de Aproveitamento de Várzeas Irrigáveis
-
BNDES
-
FINAME -
Financiamento de Máquinas Agrícolas para o Setor Primário
-
NORDESTE COMPETITIVO
- Financiamento de Projeto na Agroindústria, Turismo e outras áreas
estratégicas para a competitividade internacinal da Região Nordeste
do Brasil
-
MECANISMOS ESPECIAIS
DE FINANCIAMENTO
-
PROCERA - Programa
Especial de Crédito para Reforma Agrária
-
FUNDO DE AVAL -
Dispensando micros e pequenos empresários de apresentar garantias
reais para a obtenção de crédito.
Fonte:Prodepar
Saiba mais sobre o Rio Parnaíba:
|